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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Análise de personagem- Norman Bates (Psicose)



Norman Bates é o personagem do livro Psicose- Psycho (1959), segundo os psiquiatras forenses ele tem dificuldades em diferenciar fantasia e realidade, por isso não pode ser chamado de Psicopata. No livro escrito por Robert Bloch, o personagem é um solteiro de 40 anos que vive com a mãe, os dois compram um motel (hotel de beira de estrada), que acaba falido devido, a uma nova rodovia que é construída na cidade. Norman recebe a hóspede Marion Crane que trabalhava no banco e decide roubar quarenta mil dólares do seu chefe e fugir para o motel. Durante toda a obra acreditamos que a mãe de Norman existe, e que ela que comete os assassinatos, só no fim percebemos que é Norman que se veste de sua mãe e comete os assassinatos.

 

 A história é baseada no psicopata Ed Gein. Edward Theodore Gein, foi um homicida (culpado pela morte de 2 pessoas, e também ladrão de lápides americano. Gein foi condenado pelos homicídios de duas pessoas, e suspeito no desaparecimento de outras 5 pessoas. Os seus crimes ganharam notoriedade quando as autoridades descobriram que Gein exumava cadáveres de cemitérios locais e fazia troféus e lembranças com eles.  Além disso fez uma roupa de pele humana, imitando a região do seio feminino. Ele admitiu que se vestia daquela roupa e andava pela propriedade imitando sua mãe, fazendo sua voz. Ed foi internado em um hospital psiquiátrico e nele permaneceu até sua morte.

 

                                         O Filme

 

“Psicose” é um clássico do terror de 1960, que foi consagrado através da adaptação de Hitchcock para os cinemas. Inspirando até hoje novas produções, o diretor é considerado um precursor do horror como conhecemos hoje, o personagem Norman é responsável por inspirar na criação de muitos vilões atuais. A história do livro e filme são bem parecidas, exceto que a aparência de Norman é mais jovem e mais apresentável que no livro.

 

  

  Bates motel- Adolescência de Norman Bates 

                                (contém spoilers)


 




No seriado vemos a formação do personagem do filme, em Bates Motel ele está com 17 anos e vive com a mãe, o pai falece logo no início da série. Então, Norma decide comprar um motel de beira de estrada para poder criar seu filho sozinha. O foco da série é na relação entre mãe e filho que existe um certo incesto implícito na relação, Norma é muito dominadora e contraditória com o filho.

 

Norman tem alucinações relacionadas a mãe, e tem uma perda de memória quando comete assassinatos. O doce menino do início da série se transforma, assim como no filme. Percebemos que o complexo de édipo de Norman teve uma dissolução negativa, pois o pai não entra na relação entre ele e a mãe, desencadeando uma psicose na adolescência. O édipo com uma boa dissolução seria o menino ter como objeto de amor a mãe, e ser barrado pelo pai passando a se identificar com este, no caso de Norman não existe essa lei para barrar, e ele se identifica com a mãe como se fossem a mesma pessoa.

 

   Esquizofrenia

 


A esquizofrenia é um transtorno mental crônico que se manifesta na adolescência ou início da idade adulta. Seus principais sintomas são:

- ideias delirantes: ideias que acometem o paciente e que ele tem certeza absoluta, por exemplo que está sendo perseguido, vigiado...

- alucinações: são percepções falsas dos órgãos dos sentidos. As alucinações mais comuns na esquizofrenia são as auditivas, em forma de vozes, elas dão comandos para os pacientes e muitas vezes tem caráter negativo sobre ele mesmo. Outras formas de alucinação, como visuais, táteis ou olfativas podem ocorrer também na esquizofrenia.

- alterações do pensamento: as idéias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender.

- alterações da afetividade: muitos pacientes tem uma perda da capacidade de reagir emocionalmente às circunstancias, ficando indiferente e sem expressão afetiva.

- diminuição da motivação: o paciente perde a vontade, fica desanimado e apático, não sendo mais capaz de enfrentar as tarefas do dia a dia. (Rodrigues, 2010)

 

Não existe uma causa para Esquizofrenia, mas acredita-se que alterações bioquímicas dos neurotransmissores cerebrais, particularmente da dopamina, parecem estar implicados na doença. O tratamento é feito com medicamentos antipsicóticos e terapia, além de buscar a reinserção do paciente a sociedade.

 

No caso de Norman Bates ele apresenta sintomas comuns da Esquizofrenia como alteração do pensamento, alucinações e ideias delirantes.

 

Dedico este texto a Luana que me apresentou esse personagem tão importante aos estudos da Psicologia



Revisão Bibliográfica

http://analise-comportamental.webnode.com/news/norman-bates-o-dono-do-bates-motel-analise-psicologica-/

http://obviousmag.org/a_psicologia_do_cinema/2015/norman-bates-i---norman-e-norma-a-encarnacao-do-edipo-freudiano.html

https://revistaconsaber.wordpress.com/2013/11/19/1074/



 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Depressão- Análise de personagem: Tony Soprano

The Sopranos é uma série que foi exibida pela HBO de 1999-2007 ganhou diversos prêmios. Segue a sinopse da série: Chefe da máfia e pai de família, Tony Soprano (James Gandolfini) começa a ter ataques de pânico e decide procurar a ajuda de uma profissional, Dra. Jennifer Melfi (Lorraine Bracco). Ele discute sua intimidade e a vida no crime, revelando o desconforto da mulher, Carmela Soprano (Edie Falco), com as suas atividades profissionais. Enquanto tenta proteger os filhos, Meadow (Jamie-Lynn Sigler) e Anthony Junior (Robert Iler), o mafioso irá enfrentar uma investigação federal e a possível traição de um membro da família.
No primeiro episódio Tony Soprano é o chefe da máfia, ele começa a se deprimir depois que patos aparecem em seu jardim e depois de alguns dias vão embora, ele sente um vazio. Tony apresenta sintomas físicos como desmaios diante de situações de estresse, agressividade, tristeza, teme ficar sozinho, tem certeza que está com uma grave doença, comum a pacientes com depressão, com sintomas de ansiedade. 
Ao fazer exames médicos constata que está com uma doença emocional, aí o homem todo “fálico” mostra sua vulnerabilidade no tratamento psicoterápico com sua psiquiatra. Durante a terapia, ele fala sobre os conflitos da máfia e a relação conturbada com a mãe. Ao longo da série percebe-se a mudança no personagem.

DEPRESSÃO E ANSIEDADE 

A ansiedade é um sentimento que prepara um indivíduo para situações de perigo, ela se torna patológica quando ocorre com frequência e passa atrapalhar a vida do indivíduo. Alguns sintomas mais comuns da ansiedade são: medos exagerados, estados em que não se consegue relaxar, sensação de que sempre algo ruim está para acontecer, falta de controle sobre seus pensamentos, fixação em seus problemas, pavor de situações difíceis, dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade, problemas sexuais, dificuldades para dormir, entre outros. Os pensamentos estão geralmente ligados a dores físicas (Gasparini, 2016)
Um estado de Pânico é um fenômeno físico resultante do processo extremo de Ansiedade. Em momentos de Ansiedade, é libertada adrenalina em quantidades abundantes, preparando o organismo para grandes esforços físicos, através de estímulos ao coração, elevação da tensão arterial e do relaxamento de certos músculos e da contração de outros. (Graça, 2017)

Pode existir uma relação entre depressão e ansiedade, tendo prevalência de um associado com sintomas da outra doença psíquica.  A depressão é um estado que o indivíduo sente uma tristeza profunda com muita frequência. Os sintomas mais comuns na depressão são: apatia, falta de motivação, medos que antes não existiam, dificuldade de concentração, perda ou aumento de apetite, pessimismo, indecisão, insônia, sensação de vazio, irritabilidade, raciocínio mais lento, esquecimento, ansiedade, angustia. (Gasparini, 2016)
Além desses sintomas alguns pacientes relatam pensamentos suicidas, cerca de 2/3 dos pacientes relata que pensa em se matar e 10 a 15% comete o suicídio. Entretanto os pacientes deprimidos, às vezes, parecem não estar conscientes da depressão e não se queixam de uma perturbação de humor (Kaplan e Sadock, 1997).

A depressão é mais comum em idosos do que na população geral. Entre os fatores desencadeantes estão: baixa situação socioeconômica, perda do cônjuge, doença física concomitante e isolamento social. Com o aumento de pesquisas na área de neurociências, constatou-se uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina). Esses neurotransmissores são repostos no tratamento farmacológico e psicoterápico.
Percebe-se a relação entre os sintomas comuns na depressão e os sintomas apresentados por Tony na série The Sopranos são próximos, além dele repetir a palavra depressão por diversas vezes, o que foi percebido por sua terapeuta.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A Violência Doméstica MATA


Machismo e feminismo

Durante a Segunda Guerra Mundial as mulheres tiveram que trabalhar para poderem sustentar suas famílias,já que seus maridos estavam lutando na guerra, elas foram trabalhar na indústria e como enfermeiras. Antes a função da mulher se restringia a cuidar do lar e dos filhos. 

Depois de anos, ainda vivemos em uma cultura machista maquiada pela própria sociedade. Existem mulheres no mesmo cargo profissional de homens ganhando inferior a eles, a sociedade ainda classifica as mulheres em as “que são pra casar” e as “vadias”, a mídia utiliza a imagem da mulher como objeto sexual. O feminismo, diferente do que as pessoas pensam luta pela igualdade de gêneros, e busca o aumento de direitos sociais para mulheres. Gênero é o pressuposto social colocado em cima de indivíduos a partir do seu sexo biológico. (Comunha, 2012)

Violência contra a mulher

Compreendendo a questão do machismo, é importante ressaltar a consequência deste em nossa sociedade, existe uma certa hierarquia entre os gêneros, e isso pode gerar conflitos ou ações violentas contra mulher. Ressaltando que violência não é somente física, por exemplo a violência psicológica pode causar transtornos mentais na vítima. Segundo o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;

IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;

V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Segundo dados estatísticos no Brasil, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica; a cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.
Percebe-se que fatores como a dependência financeira dos parceiros e a falta de apoio da família extensa e da comunidade fazem com que a mulher permaneça nesta relação abusiva. Outros fatores como alcoolismo, medo, pobreza e repetição de relações abusivas através de gerações aparecem associados a violência doméstica. (Narvaz, ‎2006).
Um estudo realizado discutiu o perfil da mulher vítima de violência doméstica, apresentou maior faixa etária de 24-45 anos, quanto a escolaridade maior predominância no ensino fundamental e superior.  Quanto à ocupação, 43,3% têm empregos em comércio e indústria, 32,5% são donas de casa ou não têm profissão. Os tipos de violência perpetrados foram: violência psicológica (82,9%), violência física (53,0%).(GADONI-COSTA, 2010)


Lei Maria da Penha

A história desta lei se inciou com Maria da Penha Maia (foto acima)  que sofria agressão física do marido, professor universitário  Marco Antonio, este tentou assassinar sua esposa com uma espingarda o que a deixou paraplégica.
 De 1991-2001 Maria recorreu a justiça para punir seu marido contra as agressões que sofreu, contudo só em 2001 o Estado brasileiro foi condenado pela  Comissão por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica contra as mulheres. Foi recomendada a finalização do processo penal do agressor de Maria da Penha (que ocorreria finalmente no ano de 2002); a realização de investigações sobre as irregularidades e atrasos no processo; reparação simbólica e material à vítima pela falha do Estado em oferecer um recurso adequado para a vítima; e a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher.
Assim surge a lei Maria da Penha e delegacias especializadas ao atendimento a vítima de violência doméstica. Inclusive já tive a experiência de trabalhar em um dessas Delegacias, no projeto Dialogar, que era um grupo de autores de violência doméstica que buscavam a através da reflexão quebrar o ciclo da violência.  É importante que a mulher procure a justiça, mas também que procure ajuda psicológica, pois a violência pode causar depressão na vítima. Disque 180 ou vá uma delegacia especializada em violência doméstica se está sofrendo algum tipo de violência.













EU SOU MALALA

Indico este livro as pessoas que se interessam pelo tema de igualdade de gênero, lembrando que a cultura do ocidente é totalmente diferente da nossa, mas têm em comum o machismo como predominante.
Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens.

Referências bibliográficas

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/viewFile/1405/1105

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Homoafetividade e Psicologia


História da homossexualidade

Na década de 80 houve uma grande discussão sobre o vírus HIV e como ele surgiu, muito se culpou os homossexuais por disseminarem o vírus, e o preconceito perdurou por muitos anos. Hoje em dia percebe-se que o preconceito diminuiu devido ao movimento LGBT que através dos direitos humanos buscou defender os homossexuais contra a discriminação social. Atendendo na clínica como psicóloga tenho alguns pacientes bissexuais e homossexuais, infelizmente ainda é nítido o preconceito de algumas famílias de homossexuais com relação a esta questão. Farei um breve relato sobre a história da homossexualidade.

Na Grécia antiga era comum os tutores que ensinavam os alunos se relacionarem sexualmente com eles, acreditava-se que era importante para o aprendizado o envolvimento sexual e afetivo entre eles, desde que o pai da criança/adolescente permitisse tal relação.

Com a disseminação da religião judaico-cristã o homossexualismo foi recriminado socialmente, pois impedia a procriação, principal objetivo do casamento antigamente, mas ainda assim havia relatos que reis e representantes da nobreza se relacionavam com parceiros do mesmo sexo.
 
 
 

Teorias cientificas sobre a homossexualidade

 
 
 
 
 
Muito se discute se a pessoa nasce homossexual, ou desenvolve ao longo da vida.
Existem os posicionamentos de cientistas que compreendem a homossexualidade do ponto de vista genético e outros consideram que é psicossocial, ou seja o indivíduo sofre influencias do meio que está inserido.
 
Genética
A homossexualidade tem forte componente genético. Diversos estudos com gêmeos univitelinos (formado a partir de um único zigoto original) demostraram que, quando um deles é homossexual, a probabilidade de o outro também o ser varia de 20% a 50%, ainda que separados quando bebês e criados por famílias estranhas. (Varela, 2015)
Dean Hamer, em 1993, tentou provar o gene da homossexualidade comparando os cromossomos presentes no DNA dos homossexuais, infelizmente sua pesquisa não foi validada.
No último encontro da Sociedade Americana de Genética Humana, o grupo de Eric Vilain, demonstrou que modificações químicas do genoma humano que alteram a atividade dos genes sem tocar na integridade do DNA podem exercer grande influência na sexualidade. (Varela, 2015).
Os cientistas, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, estudaram um grupo de cinco dos marcadores epigenéticos em 37 pares de gêmeos idênticos, nos quais apenas um irmão era gay. Também participaram 10 pares de gêmeos heterossexuais, como grupo de controle. Através da análise da saliva, descobriram que esse conjunto de marcadores estava presente no gêmeo gay, mas não no outro. Em 67% dos casos, eles acertaram quando alguém era gay ou não.(Marton, 2016)
Nas últimas duas décadas, cientistas vêm aumentando as evidências de que a homossexualidade não é uma escolha, mas sim determinada pela genética.
 Social
Para os autores das ciências sociais a  homossexualidade é uma condição de desenvolvimento, não é principalmente sobre sexo, mas sobre identidade de gênero. Enfim, homossexuais são formados, não nascem assim.
identidade de gênero, como a personalidade, é um traço não físico. É a confiança subconsciente de uma pessoa sobre o que o sexo é. Embora todo mundo nasça biologicamente masculino ou feminino, psicologicamente sua identidade de gênero se desenvolve ao longo do tempo, principalmente entre a infância e a puberdade, e como a pessoa foi criada ou os acontecimentos de sua vida podem influenciar sua sexualidade.
Psicológica
 A psicanálise compreende que a criança aos 3 anos de idade sente atração de forma inconsciente por sua mãe, quem pode barrar essa relação é o pai ao impor limites para criança. Deste modo, inverte-se a relação, a criança passa a ser mais ligada ao seu pai, de forma que o admire e se identifique com este. Quando o pai não consegue impor limites ao filho, acontece o complexo de édipo negativo, a criança passa a desejar o pai e se identificar com as características femininas da mãe. Freud chamou esse complexo de édipo negativo de homossexualidade.
 
“As posições de Freud sobre a homossexualidade não eram apenas teóricas: Freud as sustentava na prática. Ele declara que a homossexualidade não releva do âmbito jurídico e, mais ainda, que os homossexuais não devem ser tratados como doentes pois, se a homossexualidade for uma doença, teremos que qualificar de doentes grandes pensadores que admiramos.”(Resende, 2016)
 
Freud tinha um posicionamento diferente da religião, esta última afirma que a relação sexual visava somente a procriação, e demonstrou com sua teoria da sexualidade, o quanto o ser humano não tem instinto, mas possui desejo, buscando o prazer na relação sexual. Para ele o ser humano nasce bissexual, e no Édipo essa escolha inconsciente é modificada para heterossexual ou homossexual.
Nós da Psicologia repudiamos a cura gay, por acreditarmos que a homossexualidade não é uma doença. E o conselho de psicologia é totalmente contra esta prática que discrimina o homossexual.

Percebe-se que o preconceito não é algo atual, ele foi reproduzido ao longo dos anos, e a hipótese que mais foi comprovada cientificamente foi a genética em relação a homossexualidade. “Antes de qualquer justificativa, seja contra ou a favor dos homossexuais, devemos colocar o respeito ao outro como princípio máximo dessa questão".
Música da Lady Gaga- Born this away hino dos LGBTs
 Não importa se você ama ele, ou em maiúscula E-L-E
Apenas coloque as suas patas para cima
Pois você nasceu assim, querido
 
Minha mãe me disse quando eu era jovem
Que todos nós nascemos super estrelas
Ela penteava meus cabelos e me passava batom
No espelho da sua penteadeira
 
Não há nada de errado em amar quem você é
Ela dizia: Pois Ele te fez perfeita, querida
Então levante a sua cabeça, garota, e você irá longe
Me escute quando eu digo
 
Eu sou bonita do meu jeito
Pois Deus não comete erros
Estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Não se cubra de arrependimentos
Apenas ame a si mesma e você estará bem
Eu estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Ooh, não tem outro jeito
Menina, eu nasci assim
Menina, eu nasci assim
 
Ooh, não há outro jeito
Menina, eu nasci assim
Eu estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Não seja rebaixada, seja uma rainha
Não seja rebaixada, seja uma rainha
Não seja rebaixada, seja uma rainha
Não seja!
 
Confie em si mesma
E ame os seus amigos
Criança boba, exalte a sua verdade
 
Na religião da insegurança
Devo ser eu mesma, respeitar minha juventude
 
Um amor diferente não é um pecado
Acredite nas maiúsculas E-L-E
Eu amo minha vida, eu amo esse disco e
Meu amor precisa de fé
 
Eu sou bonita do meu jeito
Pois Deus não comete erros
Estou no caminho certo, amor
Eu nasci assim
 
Não se cubra de arrependimentos
Apenas ame a si mesma e você estará bem
Eu estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Ooh, não tem outro jeito
Menina, eu nasci assim
Menina, eu nasci assim
 
Ooh, não tem outro jeito
Menina, eu nasci desse jeito
Eu estou no caminho certo, amor
Eu nasci assim
 
Não seja rebaixada, seja uma rainha
Seja você rica ou pobre
Seja você preta, branca, parda ou albina
Seja você libanesa, seja você oriental
Mesmo que as dificuldades da vida
Abandonada, assediada ou importunada
Exalte e ame a si mesma hoje
Pois, querida, você nasceu assim
 
Não importa se é você gay, hétero ou bi
Lésbica, transexual
Estou no caminho certo, menina
Eu nasci para sobreviver
Não importa se você é negro, branco ou pardo
Albina ou oriental
Estou no caminho certo, menina
Eu nasci para ser corajosa
 
Eu sou bonita do meu jeito
Pois Deus não comete erros
Estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Não se cubra de arrependimentos
Apenas ame a si mesma e você estará bem
Eu estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Ooh, não tem outro jeito
Menina, eu nasci assim
Menina, eu nasci assim
 
Ooh, não há outro jeito
Amor, eu nasci assim
Eu estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim
 
Eu nasci assim, hey!
Eu nasci assim, hey!
Estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim, hey!
 
Eu nasci assim, hey!
Eu nasci assim, hey!
Estou no caminho certo, menina
Eu nasci assim, hey!
 
O mesmo DNA, eu nasci assim
O mesmo DNA, eu nasci assim
 
Dedico este texto a um amigo.
 
E você o que pensa sobre o assunto?
 
Referências Bibliográficas